Exército cerca Parlamento venezuelano

Notícia
Espaço entre linhas+- ATamanho da letra+- Imprimir


O Parlamento da Venezuela adiou a sessão ordinária desta terça-feira, 14, para esta quarta-feira, após as forças de segurança bloquearem a entrada da Assembleia Nacional em razão de uma suposta ameaça de bomba. O líder opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, acusou o governo de tentar "fechar" o Legislativo e convocou uma nova sessão para esta quarta.

"Estão tentando fechar o Parlamento, a única instância reconhecida pelo mundo", disse Guaidó à imprensa, enquanto seus colegas da Assembleia acusavam o governo chavista de usar a denúncia de bomba como uma desculpa para impedi-los de entrar no prédio, onde discutiriam o indiciamento de deputados opositores por um levante militar fracassado contra o presidente Nicolás Maduro. Mais quatro deputados foram indiciados nesta terça e um se abrigou na embaixada do México.

Desde as primeiras horas da manhã, a sede da Assembleia Nacional esteve cercada por membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) em razão de uma suposta ameaça de bomba da qual não foram divulgados mais detalhes. O contingente de militares da GNB fechou os acessos ao Palácio Legislativo e, posteriormente, aumentou o perímetro de isolamento.

"É algo recorrente. Não é a primeira vez que isso acontece", disse deputada Manuela Bolívar, observando que se trata de "uma política para enfraquecer a Assembleia". No dia 5 de janeiro, quando a legislatura começou, a Guarda Nacional também reportou explosivos no edifício. Manuela denunciou o incidente como "uma intimidação" em meio à disputa entre Guaidó, presidente do Legislativo, e Maduro.

O deputado Jorge Millán denunciou a presença de coletivos - grupos de civis armados simpatizantes do chavismo - cercando a sede da Assembleia para amedrontá-los.

No dia 7, a Assembleia Constituinte, de maioria chavista, criada para substituir a Assembleia Nacional, retirou a imunidade de dez parlamentares, depois que a Suprema Corte os acusou de apoiar a revolta de um pequeno grupo de militares contra Maduro.

A rebelião foi liderada por Guaidó e Leopoldo López, libertado da prisão domiciliar pelos insurgentes, que mais tarde se refugiou na residência do embaixador da Espanha. Em uma operação incomum, que incluiu o uso de um caminhão de reboque para guinchar seu carro, Edgar Zambrano, vice-presidente do Parlamento, foi preso e levado para o Forte Tiuna. Três outros deputados se refugiaram nas residências dos embaixadores da Itália e da Argentina e outro fugiu para a Colômbia.

Abrigo mexicano

A Embaixada do México em Caracas recebeu nesta terça-feira o deputado Franco Casella Lovaton, com o objetivo de "oferecer-lhe resguardo e proteção". Casella foi um dos quatro deputados opositores acusados nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pela fracassada sublevação, totalizando 14 legisladores indiciados por "traição". O STJ determinou que os fatos investigados "comprometem a responsabilidade" de Casella e dos parlamentares Carlos Paparoni, Miguel Pizarro, Winston Flores. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Notícia



Trump: membros do G7 não pediram que Macron falasse com Irã sobre pacto nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que os países do G7 solicitaram ao presidente francês, Emmanuel Macron, que fosse transmitida uma mensagem comum ao Irã em relação ao acordo militar com o país do oriente médio...